O melhor (e o pior) do Golden Globe Awards 2014

É… hora de tirar a poeira aqui do blog… e nada melhor do que começar o ano falando de Red Carpet Season! Para as mulheres, a temporada de premiações é que nem campeonato de futebol para os homens: todo mundo vira stylist, todo mundo dá seu palpite fashion, todo mundo entende de Moda. Eu adoro! As estrelas desfilam no tapete vermelho tornando real o sonho de qualquer menina: de se vestir como princesa, nem que seja por uma noite apenas.

A temporada este ano começou com o Golden Globe Awards. No geral, acho que o evento teve mais acertos do que erros. A grande revelação foi a atriz Lupita Nyong (de ’12 Years of Slavery). Ela estava, é verdade, deslumbrante no vestido vermelho Ralph Lauren. Mas não sei porque ele me lembrou muito o modelo branco Tom Ford usado por Gwyneth Paltrow no Oscar de 2012… Para mim, a grande estrela da noite mesmo foi Cate Blanchett. É incrível como ela consegue estar sempre impecável: seja na premiere de um filme, seja no tapete vermelho. Pele, cabelos, maquiagem… tudo perfeito. E o vestido: tinha ficado apaixonada por esse modelo Armani Privé (na verdade, por toda essa coleção) desde o desfile no ano passado. A transparência é sexy, mas não revela muito. Perfeita para a ocasião.

Li muitas críticas negativas sobre os modelos usados por Amy Adams (Valentino) e J. Lawrence (Dior). O primeiro, realmente, ficaria mais deslumbrante com a capa vermelha. Mas, de uma maneira ou de outra, estava lindo. O decote era profundo, sim, mas super elegante. Já o Dior branco de J. Lawrence ganhou várias piadas na Internet. Eu gostei: achei moderninho e um pouco descolado. Combinou bem com a personalidade da atriz.

Outras atrizes que mereceram o troféu ‘deusas’ no red capert foram Margot Robbie (minimalistas, mas extremamente elegante), Mila Kunis (em um Gucci de tirar o fôlego) e Olivia Wilde (também em um Gucci e mostrando que grávidas podem, sim, estar bem vestidas e se serem sexy! Alô, Kerry Washington!). Outra grávida que estava uma graça foi Drew Barrymone. Feminina e romântica!

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Por outro lado, teve gente que andou escorregando. Emma Watson tentou causar efeito, ou mostrar seu lado fashionista (sinceramente, não entendi!), usando um vestido Dior aberto nas costas e completando o visual com legging brilhante. Sinceramente, me lembrou muito o Prada – avental de Anne Hathaway no Oscar do ano passado. Outra que se aventurou em um estilo mais fashionista foi Julia Roberts. A pretty woman  vestiu um modelo Dolce & Gabanna com uma camisa branca por baixo (???). Já Reese Whiterspoon investiu em um Calvin Klein super minimalista, dando a impressão de que havia parado em uma festa Anos 90. O modelo era lindo e super bem cortado, mas faltou um pouco mais de Styling. Talvez algum acessório ou um cabelo diferente.

Mas a grande decepção da noite na minha opinião foi Karry Washington. A estrela de Scandal (meu novo seriado favorito!!) desfilou em um Balenciaga sem cor e sem corte. Logo ela que arrasou no tapete vermelho ano passado! É claro que toda mulher grávida passa por aquele momento de não saber como vestir o ‘novo’ corpo. Mas o visual da atriz no SAG Awards (no último sábado) foi pior ainda: blusinha curtinha e saia super rodada, deixando só a parte de cima da barriga à mostra. Se a ideia era celebrar a gravidez, o resultado ficou bem abaixo do esperado.

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E vocês, o que acharam?

{LDN} Na exposição da Rainha

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É… estou de volta ao Brasil após um ano! O tempo passou rápido e a mudança de volta me tomou um bom tempo. Por isso, o Papo andou meio parado. Mas antes de deixar Londres, aproveitei para dar uma passada na exposição “Fashion Rules – Royal Glamour”, no Kensington Palace (hoje, residência oficial de William, Kate e do pequeno George!).

A exposição reúne vestidos usados pela rainha Elizabeth, pela princesa Margareth e pela princesa Diana. A mostra é bem pequenininha, abrange umas três ou quatro salas do Palácio (e, acredite, isso é realmente pouco) mas teve uma boa curadoria e é uma ótima fonte de referência para quem estuda ou gosta de Moda. É possível perceber claramente as mudanças nas roupas e ‘modismos’ de cada época.

As peças da rainha Elizabeth, por exemplo, foram criadas e usadas na década de 1950. Ou seja, o que vemos é um misto de graça e elegância com muitos vestidos longos, saias amplas, cinturas marcadas e a inquestionável silhueta ampulheta. Já a indumentária da princesa Margareth abrange os períodos de 1960 e 1970. Conta-se que a princesa ainda jovem gostava de moda e seu visual era amplamente imitado. Assim Margareth abraçou com prazer uma silhueta mais ‘slim’ e cores fortes.Por fim, chegamos aos vestidos usados por Lady Di. Todos são modelos da década de 1980. O que nos remete a muito glamour, drama, brilhos e exageros.

Quem estiver por Londres e quiser conferir a mostra: a Fashion Rules fica em exibição até julho de 2015 e o ingresso (que inclui o passeio pelo resto do Palácio) custa £15

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Wishlist a um só clique!

Lá vou eu falar novamente sobre a Louis Vuitton. Mas não tem jeito: o assunto da última semana foi o lançamento da versão brasileira do e-commerce da marca. A notícia soa como música para os ouvidos de quem ama a marca e nada mais era do que um caminho natural para a LV e meio à chegada de tantas marcas internacionais de luxo por aqui. Com isso, o Brasil se torna o oitavo país a contar com a venda online dos produtos da marca (na lista estão França, UK, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Itália e Espanha).

Além das bolsas e peças de desfiles, é possível comprar pelo e-commerce livros artsy, guias de viagem e outros mimos. O preço? Um pouco mais alto que o praticado lá fora, é verdade. Mas se levarmos em consideração a quantidade de impostos praticados pelo governo brasileiro sobre as importações, veremos que a diferença não é lá tão grande, ainda mais quando conta-se com a comodidade e cartão de crédito.

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Fazendo um conta rápida: a Noé BB, queridinha do momento, custa £820 no e-commerce do UK, o que daria cerca de R$ 3.071. No e-commerce brasileiro, sai por R$ 3.900. Sim, sim R$ 828 é uma boa quantia. Mas vale lembrar aqui que estamos falando de mercado de luxo!

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Quem quiser conferir um pouco mais da nova loja online da LV, esse é o link. O video de apresentação é um graça! De Paris para o Brasil.

Michelle Williams para a Louis Vuitton

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Eu confesso: sou viciada em séries de TV. Adoro um bom seriado americano. Um dos meus preferidos, que marcou boa parte da minha adolescência, foi Dawson’s Creek. O drama adolescente combinava bem com os sentimentos da época… e eu era apaixonada pelo Joshua Jackson!

Passados tantos anos, é interessante ver o rumo que cada ator tomou na vida: Katie virou a senhora ex-Tom Cruise e se aventurou pelo mundo da Moda, Josh continua um espetáculo, James protagoniza um seriado pra lá de sem graça (Don’t trust the B*** in apartment 23)  e Michelle cresceu e apareceu.

A imagem da atriz na nova campanha de bolsas da Louis Vuitton é forte. Mais comercial e menos conceitual, é verdade. Mas nem por isso menos impactante. O cabelo curtinho loiro platinado, a sobrancelha marcada e o batom vermelho traduzem uma força que, na cabeça de muitos fãs da série, não combina muito com a antiga Jen.

Eu, particularmente, comecei a prestar mais atenção em Michelle e seu trabalho depois de ler uma entrevista que a atriz deu à Elle na época do lançamento de My Week With Marilyn.  Me chamou a atenção não tanto o que ela falou sobre o filme, mas sim, sobre o seu corte de cabelo e o ex-marido Heath Ledger: “Eu corto ele para o único homem hétero que conheci que gostava de cabelo curto, e eu o uso dessa forma em memória a esse alguém que realmente o adorava assim.” Não sei. De certo modo, essa declaração me tocou. Ali não estava a atriz, mas a mulher que tinha passado por maus momentos e por uma grande perda.

Desnecessário dizer também que a atuação de Michelle no filme foi maravilhosa (apesar do longa em si ser um pouquinho chato). Ela captou bem a fragilidade e o furacão que foi Marilyn.

Assim, apesar de improvável, a escolha de Michelle para a nova campanha da LV foi certeira.  A imagem é simples, mas linda. E, definitivamente, manda muito bem o recado.

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