Anos Cruéis

Estava trocando de canal, estes dias,  quando parei em um show da Britney Spears (Femme Fatale), na HBO – se não me engano, a turnê mais recente da cantora.

Fiquei assistindo os números e pensando: caramba, há uns dez anos, eu – e metade das minhas amigas adolescentes – éramos super fãs não só de Britney como também de Christina Aguilera. Afinal, as princesinhas do Pop – futuras sucessoras de Madonna (?!?!) – faziam sucesso na época: vendiam milhões de CDs logo na primeira semana após o lançamento do álbum, emplacavam um hit após o outro no topo das paradas, faziam shows mega produzidos…

A questão é que de lá para cá muita coisa mudou. As duas cantoras se envolveram em escândalos, figuraram mais nas páginas de fofocas do que nas de música… enfim, perderam muito do brilho de outrora.

Britney vem tentando há algum tempo recuperar o tempo perdido. Gravou novos discos, emplacou algumas músicas, mas ainda falta o brilho de antes. Sim, ela sempre fez uso de playback, mas agora o show inteiro é um playback – nem as canções mais lentas se salvaram! Além disso, as músicas mais recentes tem tanto equalizador – ou algo do tipo – que nem parece mais a voz de Britney.

A presença da cantora no palco também mudou. Nesse show de Femme Fatale ela parecia perdida, meio apática, tentando ‘cantar’ e dançar ao mesmo tempo. E o figurino? Já não dá mais para usar top e shortinho… A única coisa que permaneceu a mesma foi a super produção: o show é mesmo um espetáculo de efeitos, cores, luzes…

Christina, por sua vez, nunca teve muitas superproduções em seus shows (eu, pelo menos, não consigo lembrar…) e sempre teve um gosto meio duvidoso… mas ela também sempre se destacou pela voz potente.

‘Back to Basics’, o terceiro CD da cantora, foi o melhor. Tinha uma mistura de Jazz, R&B… das décadas de 20, 40…o álbum recebeu críticas super positivas, o show foi bem produzido… para mim, foi o melhor momento de Christina.

Mas logo depois, Aguilera desandou. Fez Burlesque (filme terrível!), engordou muito mais que alguns quilinhos e hoje anda bem apagada.

É… os anos foram cruéis com as ‘princesinhas do pop’ . Não tem jeito: fazer sucesso, manter-se no topo e renovar-se constantemente é algo que só Madonna mesmo foi capaz de fazer até hoje.

Subindo no salto

Há mais ou menos uns dez anos, quando eu era adolescente, houve uma moda de uns tênis com salto, lembram? A gente não chamava nem de tênis: eram ‘sapatênis’ porque, afinal era um mix dos dois tipos de calçado. Na verdade, esses tênis adaptados eram algo tenebroso. Eu tinha dois modelos diferentes: um preto e outro bege. Eles eram pesados, brutos, desajeitados… mas, na época, achava que estava abalando com eles!

O tempo passou…. e não é que os tênis de salto estão de volta?  Tudo ‘culpa’ a designer Isabel Marant. Sim, há uma diferença enorme entre os modelos daquela época e os atuais, mas o conceito é o mesmo. A diferença hoje está no salto, que ficou embutido no sapato.

Os modelos de Marant são mais delicados que seus antecessores e viraram fontes de cobiça e inspiração no mundo fashionista. O tênis virou quase uma anabela. Muito melhor. Já as cores – combinações com um quê oitentinha – são divertidas, dão um ar despojado e esportivo ao visual.

Que quiser aderir à febre pode optar por desembolsar cerca de USD 760 em um modelo Marant original ou apelar para as versões ‘inspired’. Lá fora há opções de TopShop a Marc Jacobs. Por aqui, a Schtuz e Arezzo já copiaram a fórmula. Eu estou sonhando com um modelo desses, mesmo sabendo que será o tipo de peça que daqui a alguns anos me fará olhar para atrás e pensar: “meu Deus, como eu pude usar algo assim?” RS

Tripulação, preparar para a decolagem

Eu tenho um carinho especial pela década de 1960. Sim, o mundo vivia a tensão da Guerra Fria. Mas também estava começando a se recompor dos anos de guerra propriamente dita. As crianças, fruto do babyboom pós-conflito, estão crescendo, tornando-se os jovens que vão provocar muitas mudanças mais para frente; a economia está se recuperando; a TV começando a exercer seu poder sobre as famílias americanas; a tecnologia se desenvolve: temos uma enxurrada de eletrônicos e aparatos para tornar a rotina mais fácil; há a corrida espacial; o homem na lua, Kenndy, os Beatles, Martin Luther King, o movimento feminista.

Enfim, acho que antes de tudo a década de 60 foi um período de esperança, de renovação. É esse espírito que me encanta  na época. E é por isso que fiquei tão viciada em Pan Am. A série, que conta o dia-a-dia das aeromoças da Pan AM – uma das mais famosas cias aéreas americanas, que faliu no início dos anos 90 -, estreou no Brasil há cerca de um mês na Sony (vai ao ar às sextas, às 21h). Lá fora, a série já terminou sua primeira temporada e dizem os boatos que (infelizmente) não deverá chegar a uma 2nd season…

As histórias são bem feitas. Há um certo romantismo, é verdade, não só no olhar ao passado, mas também na maneira como retratam as comissárias da companhia. É fato que naquela época voar em um avião comercial era algo muito glamouroso e o sonho de boa parte das moças era se tornar comissária. Você fica até com vontade de largar tudo e percorrer o mundo com as personagens, voando em um super Jet novinho em folha. É claro também que imagem que eles passam sobre a Guerra Fria está sob a ótica americana: dos bons e dos maus. Mas nada disso tira do glamour da série.

Glamour esse que é muito bem representado no figurino dos personagens (um ponto a mais para reforçar o ‘retrô’ tão na moda). O figurino das comissárias vai de encontro não só ao que a companhia ou os passageiros esperam delas – moças bonitas,  educadas e refinadas -, mas também a libertação feminina: todas são mulheres ‘modernas’, que viajam o mundo e que querem viver como tal.

Com algumas atualizações é possível trazer para o nosso dia-a-dia o figurino Pan Am: vale investir em saias lápis, casacos acinturados, vestidos com cintura marca e saia soltinha, scarpins de salto médio, vestidos tubinhos acinturados, calças sequinhas na altura da canela, cardigãs, olhos com muito delineador gatinho e muito laquê no cabelo.

Quem quiser entrar ainda mais no clima aviação pode dar uma olhada no desfile de Alta Costura Verão 2012 da Chanel, que reproduziu em sua passarela um Boeing. Por aqui, a New Order trouxe para o Inverno 2012 uma coleção de acessórios para piloto nenhum colocar defeito. Minha peça preferida foi a carteira em formato de passaporte.

TopShop por aqui

Uau, lá vou eu tirar a poeira daqui novamente. Todo começo de ano eu penso: vou me dedicar mais ao blog afinal, sempre vejo algo sobre o qual tenho vontade de escrever. Mas cadê o tempo? Entra ano, sai ano, e a rotina vai ficando cada vez mais apertada. Mas, enfim: aqui estou eu de volta. E vou começar logo falando sobre a tão aguardada chegada da TopShop ao Brasil.

Pois bem, a rede de fast fashion inglesa que se tornou fenômeno mundial abre as portas aqui no Brasil este mês no (também) tão aguardado shopping JK, em São Paulo (esses paulistas têm uma sorte hehehe). Tenho lido e ouvido muitas coisas sobre a loja brasileira da marca. Ninguém tem dúvidas de que a rede trará para aqui muita coisa legal, mas o grande tópico nas conversas tem sido: e o preço? Com a quantidade de impostos cobrados aqui no Brasil não há dúvidas de que os preços não serão os mais amigos. Um bom exemplo disso é a Benefit, que acaba de dar o ar da graça por aqui mas com preços bem salgados (desculpem, amo demais a Benefit – já falei sobre a marca por aqui – mas é verdade!) – o que faz guardar o dinheiro e esperar a próxima viagem para fazer comprinhas na marca.

Há quem diga que a TopShop chegará por aqui com uma média de preços equivalente à Zara – li na Glamour desse mês que os preços serão cerca de 40% a mais do que o cobrado em Londres. Não é o valor mais amigo do mundo, mas acho bem acessível. Afinal, se pararmos para pensar: lá fora a TopShop não é um das redes de fast fashion mais baratas. Para quem ama fazer compras na H&M ou na americana Forever 21 (nessa é brincadeira como tudo é barato. É de chorar de alegria), entrar na ‘TS’ é elevar um pouco os gastos. Para se ter uma ideia, vestidos simples da coleção Verão 2012 estão em uma faixa de R$ 150 por lá.

A grande jogada da TopShop não está no preço, mas sim, em ter entendido as necessidades do mercado no timing correto.  A demanda por versões mais acessíveis das roupas que saiam das passarelas sempre existiu – desde os tempos das costureiras e revistas de corte e costura que traziam modelos do que estava em voga em Paris. A sacada da marca foi olhar para esse desejo, transformar isso em algo palpável e renovar essa demanda em um espaço de tempo cada vez menor.

Isso sem falar nas idéias para incrementar o negócio. Foi assim com a parceria com  Kate Moss, com a linha de festa, o nail bar, a linha de make. É incrível como a cada vez que se entra na loja da Oxford Street há algo diferente. Esse é o grande pulo do gato da ‘TS’ e que eu espero que eles mostrem um pouquinho por aqui.

Bom, enquanto a loja não abre as portas em São Paulo, vale dar uma conferida na coleção Verão 2012 que está chegando as lojas. Mais trendy impossível: muita ‘candy color’, ou seja, tons mais amenos de rosa, amarelo, azul, verde… tudo nesse clima bem girlie e retrô. Os shorts são os protagonistas, mas há muito vestidos, cintura marcada, recortes estratégicos, Cap Toes… Há até uma versão mais acessível do Illusion Dress de Stella McCartney ou do sneaker com salto de Isabel Marant. Um pequena seleção dos meu preferidos do site:

Dia de Beleza

Nada como começar a semana com um Dia de Beleza, né? Pois bem, foi isso que a Divisão de Cosmética Ativa (DCA) da L’Oréal fez na semana passada. A DCA montou um evento no salão Jolie, em Ipanema, para apresentar os produtos de suas cinco marcas (La Roche-Posay, Vichy, Innéov, SkinCeuticals e Roger&Gallet) e também tirar as dúvidas das convidadas em um workshop especial com a Bernadete Meireles, farmacêutica da L’Oréal.

Anotei algumas dicas bem legais com a Bê sobre rotina de beleza, utilização dos produtos e etc:

1- Não há um número certo de produtos que você deve utilizar no dia-a-dia. As asiáticas, por exemplo, chegam a usar até 11 produtos pela manhã antes da maquiagem! O principal – e que faz a diferença – é que todos eles sejam adaptados ao seu tipo de pele.

2- A melhor ordem é começar pelos produtos mais leves, como os séruns (de fácil absorção). O último poduto a ser usado é o fotoprotetor. Então uma opção de ordem seria: limpeza com sabonete/gel – tônico – sérum – hidratante – anti-idade – fotoprotetor.

3- Para aplicar o sérum: é só colocar quatro gotinhas na palma da mão e depois espalhar pelo o rosto e pescoço.

4- É preciso sempre lembrar  de evitar a área dos olhos. Para essa região há produtos específicos. Então, de nada adianta passar o mesmo anti-idade do rosto nessa região.

5- água termal: ela é mil e um utilidades. Pode ser usada não só no rosto para refrescar, suavizar… eu gosto de usar antes do tônico. Mas também após aplicar a maquiagem: as partículas ajudam a fixar o make. A nossa queridíssima água termal é ótima também para os cabelos (é só borrifar um pouquinho antes de fazer a escova) e pode ser usada ainda após a depilação, para acalmar a pele. (não preciso nem dizer que estou praticamente tomando banho de água termal, né?)

Ah, sobre o salão: o Jolie é uma graça! Foi aberto há cerca de cinco meses pela Kika Cavalcanti e tem um visual super mulherzinha com penteadeiras coloridas, uma coleção de esmaltes (nacionais e importados) e dar inveja e um banheiro com papel de parede com estampa de oncinha (infelizmente, esqueci de tirar uma foto dele). Além de manicure, há também penteado e massagem no salão. O endereço é: Rua Visconde de Pirajá, 611 – Ipanema.

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Jornalista, pseudo-bailarina, louca por livros, gadgets eletrônicos, seriados de TV, Londres e NY, produtinhos de beleza, maquiagem, mas antes de tudo, Moda.

Contato: blogdopapo@gmail.com

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